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Depois de meses de queda de braço com representantes das gravadoras, a comunidade do Orkut "Discografias" anunciou, na noite deste domingo (15), seu fim. Criado em novembro de 2005, o endereço abrigava 921 mil usuários cadastrados - o número de pessoas que a utilizava efetivamente ultrapassava 1 milhão, já que para acessar seu fórum não era preciso se inscrever. Ali, internautas compartilhavam links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. "Informamos a todos os membros da comunidade 'Discografias' que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros orgãos de defesa dos direitos autorais", diz uma nota publicada no Orkut, assinada pelos moderadores, que não se identificam. A nota não informa que tipo de ameaça estaria sendo feita contra eles. Essa exclusão já era aventada pelo próprio Google, responsável pelo Orkut, desde 2008. "Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros", afirmaram os moderadores, no comunicado de despedida. Poucos minutos após o anúncio, a repercussão do caso tomou dezenas de blogs e twitters (microblogs), que protestaram madrugada adentro. No ano passado, a APCM havia declarado guerra à comunidade, tida como sua principal inimiga na rede. "Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a 'Discografias'", disse à Folha Online Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação que defende a propriedade intelectual. A declaração acirrou os ânimos, fazendo circular um abaixo-assinado (que já conta com 26 mil nomes) contra a exclusão do endereço. À época, a associação conseguia, com auxílio do Google, excluir alguns pedaços da comunidade, mas admitia ter problemas com o tamanho e a complexidade do fórum. Os moderadores também chegaram a se defender, em entrevista por e-mail realizada em outubro último. "Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável sobre 'baixar músicas da internet'. Ilegal, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas", disseram, sem sair do anonimato. As informações são da Folha Online, leia na íntegra aqui.
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