25/11/2008 - Mercado
Coca-Cola reduzirá tampinha
Espalhe Comente

O Sistema Coca-Cola Brasil, que reúne 16 fabricantes de refrigerantes, reduzirá o tamanho das tampinhas das garrafas de 600 ml para economizar PET (poli tereftalato de etileno glicol).

A ação vai gerar economia para a empresa e dará retorno também no campo da sustentabilidade.

"Para nós, economia é um dos principais princípios da sustentabilidade", diz José Mauro de Moraes, diretor de assuntos regulatórios e de meio ambiente da companhia no Brasil.  

A redução da tampa, que vai ficar mais baixinha, também ajuda a diminuir o bocal da garrafa, parte em que o PET é mais concentrado em relação ao restante do vasilhame. Com isso, a garrafa de 600 mil, que pesa 28 gramas, ficará 2 gramas mais leve, gerando economia de meio centavo por garrafa.

Essa cifra ínfima refletida nos números do Sistema Coca-Cola ganham expressão: o grupo tem 40% do mercado nacional de refrigerantes em volume (10 bilhões de litros ao ano) e, conforme estima-se no setor, as garrafas de 600 ml representam 5% desse total. Seriam, então, algo em torno de 500 milhões de garrafinhas por ano. A economia anual chegaria a cerca de R$ 2,5 milhões, segundo um especialista do setor de bebidas. O valor não é confirmado pela Coca-Cola.

 As novas tampinhas, segundo Moraes, chegam ao mercado no primeiro trimestre de 2009.

A meta, ainda sem data definida, é estender a idéia também a garrafas maiores, já que 80% do mercado é formado por embalagens de 2 litros.

A Coca-Cola não informou quanto está investindo na mudança.

No último ano, segundo a empresa, o peso da embalagem de 2 litros foi reduzido em 8% e o da de 600 ml, em 22%. Somando essas mudanças com o projeto da tampinha, e incluindo as garrafas maiores, a redução total chega a 13 mil toneladas de PET por ano, ou o equivalente à não fabricação de 270 milhões de embalagens de 2 litros no mesmo período.

"Para cada 1 milhão de garrafas PET não produzidas, menos 10 toneladas de resina são usadas e 75 toneladas de gás carbônico deixam de poluir a atmosfera", diz Moraes.

A empresa mantém o plano de construir no ano que vem sua sétima fábrica de embalagens a partir da reciclagem de PET, no mundo. A planta terá capacidade para 25 mil toneladas ao ano e deve custar R$ 25 milhões, captados com investidores parceiros.

Com informações do Valor Online, na íntegra só para assinantes, aqui.




ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS
Campanha
e21 cria para Coca-Cola
Contratação
Africa tem novo DC
Ford
Chromeo em lançamento do New Fiesta
Comercial 2
Lionel Ritchie canta por salgadinhos
Comercial
Novo filme da Nike é para quem dita regras