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A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou na quarta-feira (9) substitutivo do Projeto de Lei 5921/2001, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que faz uma série de restrições à publicidade de produtos destinados às crianças. O projeto tramita em caráter conclusivo e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado, vai para votação em plenário. Alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou de sódio e bebidas com baixo teor nutricional estão no foco das restrições. O substitutivo também estabelece os princípios gerais a serem seguidos por qualquer publicidade ou comunicação mercadológica dirigida ao adolescente: O substitutivo também proíbe, entre outros itens, a veiculação de "merchandising" durante programa de entretenimento dirigido ao adolescente e o uso das palavras "somente" e "apenas" junto aos preços dos produtos e serviços. As infrações dessas normas ficarão sujeitas a multas, cujo valor dependerá da gravidade e da condição econômica do infrator, além da imposição de contrapropaganda. A multa será em montante não inferior a 1 mil e não superior a 3 milhões de Ufirs. A proposta recebeu votos contrários dos deputados Vinícius Carvalho (PT do B -RJ), César Silvestri (PPS-RJ)e Efraim Filho (DEM-PB). Leia proposta na íntegra aqui. As determinações da Câmara vão de encontro à consulta pública proposta pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 13 de novembro de 2006, relativas à uma nova regulamentação para "oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas correlatas, cujo objetivo seja a divulgação ou promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans e de sódio e de bebidas com baixo teor nutricional, quaisquer que sejam as formas e meios de sua veiculação". Comentários Luiz Carlos Zamboni - CONFIRMADO - Acho que dificilmente este projeto vai vingar como está escrito. Concorda que existem apelos exagerados para o público infantil, e se deve prestar atenção quanto a saúde dos que ainda não são considerados capazes, mas é preciso dar um tempo para que a indústria voltada a esse setor se adapte,bem como a sua publicidade. Juliana - é "bacana" ver isso. Liberdade no Brasil é isso ai, minha gente! É fato que existem exageros. Mas atitudes como essa afetam não só a criatividade mas sim a Liberdade. Arnaldo Rabelo - Devemos atentar que esta lei ainda não está em vigor. O projeto de lei segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, vai direto para apreciação do Senado. Se rejeitado na CCJ, vai para votação no plenário da Câmara. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor, a Anvisa e o Conar já têm regulamentações sobre o tema.
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